Como um engenheiro da Petrobras construiu R$ 70k de MRR com 6h por dia
O case do Tiago Costa @construindoumastartup
Olá! Seja bem-vindo(a) novamente :)
Na edição de hoje, trago um case super bacana da comunidade: a história do Tiago Costa (@construindoumastartup) e sua jornada construindo um portfólio de SaaS que fatura R$ 70k/mês com uma equipe enxuta de 3 pessoas.
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Como um engenheiro da Petrobras construiu R$ 70k de MRR com 6h por dia
Como não curtir o trabalho do grande Tiago Costa?
Conheço o Tiago tem pelo menos 2 anos. O Tiago foi um dos primeiros membros da Comunidade Micro-SaaS, e um dos primeiros, também, a fazer parte do Micro-SaaS PRO. Ao longo dos anos, acompanhar sua jornada tem sido fascinante, além de considerá-lo um grande amigo.
O artigo de hoje traz uma entrevista que fiz recentemente com o Tiago para o meu canal do Youtube, que você pode, inclusive, assistir no vídeo abaixo.
Se você não conhece o Tiago Costa, a história longa-curta dele é a seguinte: o Tiago largou um salário garantido na Petrobras para apostar em viver de um portfólio de SaaS e conteúdo. Atualmente, fatura R$ 70 mil/mês operando três SaaS, com uma equipe de apenas três pessoas.
Essa é a história de como um engenheiro mecânico concursado descobriu que o caminho para a liberdade financeira não estava em freelas noturnos, mas, em construir audiência enquanto todos dormem.
A vida dupla de um engenheiro concursado
Durante dois anos, Tiago Costa viveu uma rotina que mataria a maioria. Das 8h às 17h, gerenciava produtos digitais na Petrobras. Das 19h às 23h, prestava serviços de design que rendiam até R$ 9 mil mensais. Mas, havia um problema fundamental nessa equação: se ficasse doente ou tirasse férias, metade da renda desaparecia. Ele havia construído outro emprego, não um negócio.
A grande virada de chave aconteceu consumindo conteúdo de makers gringos (quase um build in public) pelo Youtube. Um dia, acabou caindo em um vídeo meu e do Renato Asse sobre a visão de ter um portfólio de Micro-SaaS, e conheceu a bolha do Micro-SaaS.
Nessa época, era tudo mato. Mas, para o Tiago, foi um divisor de águas. Ele entendeu a diferença entre trocar tempo por dinheiro e construir sistemas escaláveis.
O exemplo da Netflix ficou gravado: o catálogo é o mesmo para um ou um milhão de assinantes.
Em dezembro de 2021, Tiago tomou a decisão mais contraintuitiva de sua vida. Criou o perfil @construindostartup, e começou a documentar cada passo da jornada de construção dos produtos.
Não era conteúdo educativo elaborado - era simplesmente sua rotina transformada em posts. Cada erro virava aprendizado público. Cada dúvida técnica se transformava em uma enquete nos stories que recebia 300 respostas em uma hora. A audiência funcionava como consultoria gratuita, 24 horas por dia
Durante esses dois anos, mantendo emprego e construindo à noite, 4 Micro-SaaS nasceram.
Quando os side projects chegaram a R$ 18 mil mensais - o dobro do que ganhava com freelas - Tiago sabia que era hora do salto. Mas, decidiu esperar por alguns meses, para ter certeza absoluta da decisão que estava tomando - sempre crescendo sua audiência.
O efeito multiplicador da audiência para GROWTH
A expansão para o LinkedIn no final de 2023 mudou o jogo completamente. Em semanas, Tiago alcançava centenas de milhares de pessoas. A descoberta foi reveladora: há apenas 10-15% de sobreposição entre Instagram e LinkedIn. Eram duas audiências completamente diferentes.
No LinkedIn, empreendedores e founders queriam insights de negócio.
No Instagram, desenvolvedores e designers buscavam detalhes técnicos.
Seu negócio principal, Automarticles, explodiu através dessa audiência segmentada. O produto não era revolucionário - automatizava blogs - mas, a forma como foi construído e distribuído fez toda a diferença.
O nome Automarticles passou a ter mais de mil buscas mensais no Google, não por acaso, mas, porque milhares conheciam Tiago e procuravam especificamente sua ferramenta. Cada canal se retroalimentava: audiência aquecia tráfego pago, melhorava SEO e, então, gerava indicações.
Em março de 2024, com os projetos já estáveis, Tiago finalmente pediu demissão. Não foi coragem cega, foi matemática pura. Em seis meses como empreendedor full-time, o faturamento saltou de R$ 30 mil para R$ 70 mil mensais.
Automarticles, sozinha, já gerava R$ 62 mil com 350 clientes.
Freelup contribuía com R$ 7 mil, praticamente no piloto automático.
Fidelis, ainda pequena, com R$ 500, mas, com potencial imenso.
O mais surpreendente é que 90% do crescimento veio direta ou indiretamente da audiência. Tiago estima que, sem ela, estaria faturando apenas 10% do valor atual. Mas, o impacto vai além dos números.
A audiência validava ideias instantaneamente, fornecia feedback qualificado, indicava clientes, e criava autoridade. É um ativo que trabalha 24 horas gerando valor mesmo quando o Tiago dorme.
Estrutura enxuta e rentável
A estrutura operacional de Tiago desafia todas as convenções do mercado. Com R$ 70 mil mensais, opera com apenas três pessoas: ele mesmo, um dev jr, e um CS (customer success).
E a maior lição de todas: quando faturava R$ 30 mil, achava que precisava de mais gente. Hoje, com o dobro da receita, a equipe trabalha menos horas.
O segredo estava em contratar as pessoas certas e criar processos obsessivos.
Bruno, o customer success, transformou o suporte em ciência. Documentou tudo, automatizou o repetitivo, criou fluxos para cada situação. Resultado: consegue atender o dobro de clientes trabalhando metade do tempo.
Freelup é ainda mais extrema - consome apenas 5-7 horas mensais de Tiago para gerar R$ 7 mil. Uma ou duas mensagens de suporte por semana, crescimento via tráfego pago frio, e margem altíssima.
O maior erro que Tiago reconhece foi passar tempo demais desenvolvendo, e pouco distribuindo. Como engenheiro, sua zona de conforto era criar features. Quando implementou uma ferramenta de feedback de usuários, descobriu que suas prioridades estavam completamente erradas. A feature mais pedida - visualização de calendário - estava parada há dois anos, e levou três dias para implementar. Ele estava construindo o que achava importante, mas, não o que clientes precisavam.
A descoberta mais recente aponta para o futuro: Full Stack Services. Mistura de SaaS com serviços automatizados por IA, com tickets 10-20 vezes maiores, e margem de serviços com escalabilidade de software.
Enquanto todos correm para criar mais um chatbot, Tiago enxerga oportunidade em usar IA para escalar serviços tradicionais. É a mesma visão contrária que o fez documentar publicamente quando todos construíam em segredo.
O framework Tiago Costa para construir Micro-SaaS com audiência
Fase 1: Construção Paralela (mantendo o emprego)
Comece documentando sua jornada publicamente desde o dia zero;
Escolha uma plataforma principal (Instagram ou LinkedIn) e domine antes de expandir;
Transforme sua rotina de construção em conteúdo. Não crie conteúdo extra;
Use stories e enquetes para validar toda ideia antes de construir;
Construa side projects resolvendo suas próprias dores;
Mantenha o emprego até os projetos pagarem suas contas por 6 meses seguidos.
Fase 2: Validação e Crescimento
Expanda para segunda plataforma apenas quando a primeira estiver consistente;
Descubra que cada rede tem audiência diferente e crie conteúdo específico;
Use a audiência como consultoria gratuita - pergunte tudo, sempre;
Lance produtos imperfeitos e itere baseado em feedback real;
Foque em um produto principal, e deixe outros em modo manutenção;
Documente publicamente seus números, erros e aprendizados.
Fase 3: Operação Enxuta
Contrate apenas quando estiver sobrecarregado, não quando achar que precisa;
Priorize customer success;
Implemente ferramentas de feedback para descobrir que suas prioridades estão erradas;
Automatize suporte repetitivo com IA, e mantenha humanos para casos complexos;
Aceite que 5-7 horas mensais podem gerar R$ 7 mil se o produto for correto;
Balanceie tempo entre desenvolvimento (zona de conforto) e distribuição (zona de crescimento).
Obrigado por ler até aqui :)







Excelente. Conheci e acompanho o Tiago no LinkedIn, e sua história inspira demais!!!
Muito bom.